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Um Pouco do Bola9

Cenas Minhas

sexta-feira, maio 25, 2007

História do Nocas XIV

Pela vida do Nocas, este encontrou bastantes pessoas marcantes, professoras, amigos, familiares, muitas pessoas, namoradas/amigas coloridas..
Nenhuma consegui fazer-lhe tão bem e tão mal como ela, difícil de agradar, feitio de furão, mas linda como não houve, coisas que o fizeram deixar a vergonha, a timidez de lado e uns dias depois de 14/02 lhe dar um presente referente a tal data. Ele vidrou, mais até do que ele próprio alguma vez imaginou.

Conseguem-se contar pelo dedos de uma mão os beijos enamorados que trocaram, mas cada um teve o seu impacto no Nocas, foi feliz naqueles 5 momentos.
Muitos anos depois, os feitios chocam, deterioram os sentimentos, e nem o cuspo da boa vontade e compaixão conseguíram colar. Muita coisa foi dita, umas de cabeça quente, outras nem por isso, muitas outras ficaram por dizer.

O Nocas sentia-se vazio, não encontrou muitos alicerces, apenas os suficientes para não desabar na falesia da vida, aguentou e agarrou-se a eles, muitos não aguentaram, dai a queda de alguns, mas devido a essa queda, outros alicerces ficaram mais fortes, mais capazes de suportar o peso da amizade, esses alicerces, fortes, poderosos e grandes encontram-se a Este do peito do Nocas, ele aprendeu.. e dai a citação "Vidas.."

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domingo, março 25, 2007

História do Nocas XIII

O Nocas nesta história devia ter, ai uns 6, 7 anos. Uma prima da mãe do Nocas ia casar-se e então como é óbvio, a Família Nocas foi convidada. O Nocas ia todo bem vestido , com um blazer azul escuro e com camisinha e colete, e uns calções a condizer, para não falar dos sapatos e da bela da meia. =)

No meio de um casamento, conhece-se muitas pessoas, revê-se pessoas que não se vê há algum tempo, e como tal estava um primo em segundo grau, do Nocas (o que foi acontecer)...
Durante a cerimónia era um correrio pelo jardim que não ninguém os parava, mais os novos amigos que fizeram por lá.

No copo de água que se realizou no antigo Hotel Estoril-Sol, onde comeram do bom e do melhor, só faltava um sitio para se brincar à vontade. Então o Nocas e o primo(Tiago), decidem ausentar-se por momentos da sala do copo de água e decidem ir até ao bar do Hotel (onde se encontravam senhores com as suas devidas acompanhantes, com às quais devem ter gasto uma pipa de massa).

Chegam-se ao bar e deixam logo o barman, incrédulo, como é que dois miúdos de 6anos estavam lá e ainda por cima a pedirem o menu! O Tiago queria um gelado com banana, o Banana Spit e o Nocas como achou piada pediu também um para ele.

Nesse momento o barman ficou com o queixo no tampo do bar, pediu os nomes dos miudos e foi falar com os pais deles para perguntar se podia servir o gelado, os pais foram lá buscá-los e deram-lhes do gelado que estavam na sala do copo de água!
Por momentos foram crescidos :P

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sábado, março 24, 2007

História do Nocas XII

O Nocas andava contente, o verão tinha voltado, o que significava praia! O Nocas adorava o mar, parecia um peixe, ele na praia só fazia duas coisas, água e bola, às vezes até as duas ao mesmo tempo.
Até um dia, despertou nele um súbito interesse numa menina de nacionalidade holandesa, ele achava-a linda, era linda, olho verde, loirinha, bonitona. Eles envolveram-se durante o verão, aqui até corria bem, até ao aproximar da volta para a Holanda, ai as coisas começaram a desbandar. Era discussão, era amuos, mas gostavam um do outro e logo esqueciam as parvoíces.
Mas ela tinha que ir, e foi.. o nocas foi deixa-la ao Aeroporto, onde pela ultima vez até aos dias de hoje deram o ultimo beijo.

No ano seguinte tudo mudara, ela continuava linda, mas o feitio estava estragado, tratava-o mal e o Nocas não gostava, ele fez o que tinha de ser feito, deu-lhe o tilt e desde então só o indispensável.

Mais uma lição para o Nocas, as coisas só correm bem, até quando não há cobrança, depois vem as chatices, mas mesmo assim o Nocas não aprendeu, ainda tinha muita cabeçada para dar na parede.

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domingo, fevereiro 18, 2007

História do Nocas XI

O Nocas estava agora no 7º ano, tinha mudado de turma e ia encontrar novos colegas e fortalecer amizades.

A adaptação foi rápida, quase todos os novos colegas eram muito simpáticos e davam-se a conhecer, o Nocas simpatizou logo com um colega, o Nuno J. ele ajudou-o bastante na re-integração na nova turma, e apresentando-o aos seus amigos.

Era boa a nova turma, pessoas outrora conhecidas de vista ou então de conversas ocasionais estavam a passar-se para a grande lista de amigos.

O Nocas tinha passado por um período um pouco complicado pela distância que tinha tido da mãe no ano anterior e então que as suas notas estavam um pouco baixas, nomeadamente a inglês e matemática. No dias finais do primeiro período, quando se começavam a receber os testes, o Nocas tinha conseguído subir a nota de inglês e estava radiante.

Como era costume, o Nocas é que pagava o Colégio, e naquele dia decidiu ir no intervalo do almoço - grande erro - a secretaria ficava junto à copa da cozinha e quando o Nocas foi lá, com a sua repentina velocidade, entrou e levou com uma panela de sopa, queimando-o na face do lado esquerdo , apanhando a orelha e o pescoço do mesmo lado. A dor era tanta que a água fria onde lhe meteram a cara parecia estar quente.

Não pagou a escola, ficou internado semana e meia no hospital, mas a primeira coisa que disse à mãe quando a viu, foi que tinha tido positiva a Inglês.

Viu amigos, familiares a estarem presentes com ele naquele momento difícil, abraçou-os todos quando saiu do hospital, o Nocas sentia-se rico, acarinhado e alegre por ter saído do hospital como seria natural.

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sábado, fevereiro 17, 2007

História do Nocas X

O sexto ano do Nocas foi sem dúvida o ano mais complicado de todos. Tinha começado o ano a ver a mãe ir para longe, o pagamento da escola do Nocas assim o exigia.

Vendo-se sozinho com o pai em Lisboa, mexeu com o Nocas e a sua maneira de ser, ele estava amargo, triste, qualquer coisa que o fizesse lembrar a mãe mexia com ele. Ele como qualquer rapaz/rapariga ligava-se muito à mãe, a mãe era o grande alicerce dele.

As Nocas desceram, o comportamento piorou, estava constantemente distraído nas aulas, chegou inclusivamente a ser mal educado para uma professora o que lhe valeu uns dois dias sem hora do almoço.

Até um dia que ele explodiu, criticou uma professora por uma nota que achou injusta e não se calou mais, a professora desta vez não o mandou para a rua, mas disse-lhe que para a próxima devia expor o seu pensamento mas de forma mais calma. O Nocas nem esperou pelo final da aula, começou a escrever uma carta à professora, na carta pedia desculpas à professora e ainda levantou um pouco o véu do porque dos seus últimos comportamentos.

A professora no dia seguinte depois de ler a carta, chamou-o à parte e aceitou as desculpas e perguntou-lhe o que se passava, ele aproveitou com unhas e dentes essa oportunidade de falar, já que com os amigos não o conseguía fazer. Tiveram o intervalo grande todo a conversar, ele disse tudo, desabafou, sentia-se muito mais leve.

O Nocas desde esse dia ganhou uma Amiga, e das mais "estranhas" que um alunos do 6ºano pode ter, aprendeu ali uma lição, desabafar faz bem, chorar não é nenhuma fraqueza e que os verdadeiros amigos são aqueles que estão lá nos dias de dificuldades.

p.s.- a professora já faleceu, sinto a falta dela, gostava de ter estado mais tempo na sua companhia, beijo para si Professora Elisa, nunca a esquecerei!

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segunda-feira, fevereiro 12, 2007

História do Nocas IX

Depois do susto com o Tiago e os directores do colégio, o Nocas começou o seu caminho pelo Colégio, era um aluno discreto, um pouco introvertido mas não deixava que o pisassem. Um dia numa aula de história, ele esqueceu-se de fazer os trabalhos de casa e como de costume da professora recebeu um recado para casa, onde os pais teriam de assinar, isso para ele era demais, digamos que o aterrorizava, pois os país já estavam tristes com ele pelo problema anterior, quanto mais com recados.

Num nível superior de exigência ao que estava habituado, o Nocas para provar à professora que era um aluno bom, estudou muito para o teste, teve a melhor nota da turma, um Elevado, ele ficou delirante.

Depois veio a matemática, onde o professor Américo era o terror dos professores, não havia aluno que não temesse O Américo, ele tinha métodos um tanto quanto diferentes, usava o chamado método da régua, e da mão pesada. Felizmente o Nocas nunca lhe sentiu a mão pelo pêlo, mas assistiu a grandes "stereos"(palmadas nas duas orelhas, seguídas, formavam um impacto que duía medo só de ver.

Essas coisas passaram-lhe ao lado, o Nocas caminhava devagarinho pelas estradas do conhecimento e da vida, crescendo com homem e principalmente com uma criança.

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quarta-feira, fevereiro 07, 2007

História do Nocas VIII

Nova escola, novos amigos, novas amigas, novos professores (stores), regras novas, o colégio tinha dessas coisas. A forma mais rápida que o Nocas teve de arranjar amigos foi a jogar à bola, nos intervalos nos vários campos de futebol, lá estavam eles a jogar, a conhecer-se, a ficarem amigos.

O Nocas para além da bola teve outra forma de fazer mais facilmente amigos, ele juntou-se a uns miúdos uns rufias da turma, uns bullies que atazanavam um rapaz que era gordo(bastante gordo).

Um dia o Nocas para se integrar mais rápido meteu-se com o rapaz e chamou-lhe gordo, isto seguiram-se vários dias, e até que um dia, o director da escola chama o Nocas e os outros dois rapazes para conversar.

Sem saberem o porquê de tal chamamento, ficaram nervosos, mas foram(como se tivessem escolha), o Director era um senhor idoso, mas que impunha respeito, sempre com cara de poucos amigos, com um discurso severo, chamou os miúdos à atenção, e ouviu as respectivas versões. O Nocas, ficou nervoso, bem nervoso e desatou a chorar, um miudo de 10anos num ambiente a que não tá habituado, mexeu com o sistema nervoso dele.

Os três foram levados ao Chefe de Disciplina, um senhor que metia mais respeito que qualquer outro contino ou director. Alto, forte e com um vozeirão que metia medo só de o ouvir ao longe. Entram no gabinete e o "chefe" começa a apertar com eles, ficaram todos a tremer, o Nocas só chorava com medo, ainda por cima o "chefe" dá-lhe um abanam que meteu o Nocas em sentido. Parou o choro, olhou-o nos olhos e disse: "Estou arrependido, não vai voltar a acontecer, tenho que pedir desculpa ao Tiago."

O chefe ficou meu aparvalhado com tal mudança de atitude que perguntou logo aos outros rapazes se eles iam fazer o mesmo, ao que eles responderam afirmativamente, mas mesmo assim os três não escaparam a um castigo de uma semana a estudar no recreio da hora de almoço.

Mais tarde, nesse mesmo periodo, o Nocas e o Tiago, ficaram amigos, ele ia a casa do Nocas, o Nocas a casa dele, o Nocas aprendera a lição, à custa dele mesmo é certo mas aprendeu que "nunca digas mal de uma pessoa que não conheces, apenas pelo seu aspecto exterior"..

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segunda-feira, fevereiro 05, 2007

História do Nocas I/I (1.1)

O Nocas foi ver os aviões, o aeroporto na altura tinha a zona do café aberta e daí dava para ver os aviões levantarem voo.

Emoção, ele estava em pulgas, todo ele saltava em alegria.

Os aviões a aterrar, era lindo era vê-lo a sorrir como um boneco com aqueles sorrisos de orelha a orelha, delírio!!

Mas quando ele vê os aviões a levantar, nada o parou, começou a correr que nem um doido pelo aeroporto fora a gritar "O Nocas também vai, o Nocas também quer ir!!", divino o momento.
Depois de muito choro e ranho e baba, lá voltou para o conforto da sua casa. =)

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domingo, fevereiro 04, 2007

História do Nocas VII

A escola do Nocas, terminava no quarto classe, e estando ele na quarta classe, teria de mudar de escola. Um dia foi fazer testes para entrar para os Salesianos, ele concordou, foi fazer os estes, mas não correram bem, talvez pelo nervosismo, se pelo facto de não ter gostado da escola, qualquer coisa o estava a atormentar. Conclusão não entrou nos Salesianos.

Decidiu então ir para outro colégio, o Manuel Bernardes, ficava mais perto de casa e até tinha outro aspecto, era-lhe mais apelativo, acolhedor.

O Nocas disse adeus a todos os seus amigos do Externato Novos Rumos, escola onde aprendeu a ler, escrever e onde descobriu um enorme amor, o de jogar à bola. O novo Colégio iria trazer novos jogos, novos desafios, novos amigos, novas paixões.

O Nocas tinha 10 anos e o 5ºano estava ai.

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sábado, fevereiro 03, 2007

História do Nocas VI

O Nocas estava doente! Adorava a Sofia, mas desta vez não era isso, tinha que ser operado as amígdalas, andava a ficar constantemente a ficar doente, não podia apanhar frio, brincar como os outros meninos que se ficasse transpirado e apanhasse frio, era doença certa.

Então lá estava ele no Hospital de Santa Maria quando lhe mostram um balão, para onde ele tinha que respirar, não era soprar era mesmo respirar, pois lá estava um pó(sedativo) que o meteria a dormir.

Portanto, anestesia dada, amígdalas cá para fora e também os adenoídes, e o Nocas acorda no dia seguinte com uma dor de garganta descomunal, a primeira coisa que quis foi água e não lha deram. Acabou por tossir e cuspir um pouco de sangue, mas tudo correu bem.

Chegado a casa, caminha que parecia nova(porque dois dias fora da caminha era uma eternidade) a Tv a dar o TNT, os legos, tudo com saudades do Nocas. Quando o Nocas vai para almoçar e a sopa estava fria e ele só podia comer comida fria e passada, ele passou-se, ele queria bife com batata frita, que massa com carne picada, tudo o que ele gostava, até que a mãe lhe deu o que ele mais gostava Gelados.

Devorou tantos Mini-Milk's que enjoou, a mãe teve que comprar outro gelado. Foi a doença que o Nocas "adorou" ter, tudo porque podia comer os gelados que lhe apetecesse que niinguém lhe dizia nada.

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sexta-feira, fevereiro 02, 2007

História do Nocas V

O Nocas tinha um pouco a mania que jogava bem à bola, por isso sempre partia a cabeça aos pais para o levarem até Belém, ou até um jardim onde ele pudesse dar uns toques na bola e quem sabe alguém o visse a jogar e o convidasse para ir jogar num Clube de Futebol.

Na altura não existiam as escolas de futebol como as que existem hoje em dia, mas o Nocas sempre teve essa esperança de poder tornar-se um jogador de Futebol como o seu ídolo de sempre o Rui Costa.

Tendo um amigo que jogava no Benfica, o seu fascínio pelo Benfica aumentou. Ele também vinha de uma família Benfiquista, o que influência sempre uma criança de 8anos. O Nocas em todos os jogos dava o seu melhor, corria, esfolava-se, sangrava dos joelhos mas estava sempre entre os que ganhavam.

Um dia depois de um jogo mais rispido, o Nocas ouviu um piropo de uma menina da turma dele, a Sofia, uma menina morena e de olho claro, uma miuda linda. Eles começaram a estar mais juntos, brincavam, estavam ao lado um do outro na sala, faziam os trabalhos de casa juntos, no almoço sentavam-se lado a lado, essas coisas de pequenos "namorados".

O Nocas estava apaixonado.

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quinta-feira, fevereiro 01, 2007

História do Nocas IV

O Nocas estava a crescer e a definir a sua personalidade, estava um pouco conflituoso, quando não faziam a sua vontade, criava-se um bicho de sete cabeças. Por esse motivo teve alguns problemas com colegas de escola.

Depois do almoço, no recreio, estavam a jogar à bola quando começa a chover à grande, o Nocas e os amigos foram chamados para dentro da escola. Abrigados da chuva sentiam-se todos presos e confinados num espaço pequeno todos na conversa sobre a bola.

O Pedro, amigo do Nocas, estava com opinião diferente dele sobre o assunto da bola, mas fora muito brusco na maneira como o disse e o Nocas não gostou. Deu-lhe um empurrão, o Pedro responde com um empurrão e com uma asneira daquelas que os miudos dizem sem saberem o que quer dizer, e o Nocas salta-lhe a tampa e vai direitinho ao Pedro e começam os dois ali ao murro e pontapé.

Uma das continas vê, e vai tentar separar os dois miúdos em fúria, só que a dita senhora não foi imparcial, como o Pedro era filho de uma educadora da escola, ela meteu o Nocas de castigo e o Pedro não. O Pedro entretanto provoca o Nocas e mesmo com a contina a agarra-lo consegue desferir um pontapé mesmo no braço do Pedro, o Pedro também não se ficou e ripostou logo e agarrando-se à contina dá um murro no braço do Nocas.

Confusão que foi para ali, até que as mães dos dois são chamadas à escola, o Nocas sempre a defender-se contra todas as acusações que lhe estavam a ser feitas de forma injusta, porque quem o conhecia sempre o defendeu, dizendo que ele não mentia, e se tinha dito que não aleijou a contina era porque não o tinha feito.

A conversa com a directora tinha sido uma bang para o Nocas, nunca tinha tido problema na escola e por uma mentira de uma contina e do Pedro estava a ser acusado injustamente. Vendo que o Nocas realmente estava certo e sério no que dizia e nas constantes mudanças de opinião e versões tanto do Pedro como da contina imparcial, a directora tomou a decisão de não castigar o Nocas tão severamente quanto ao Pedro. Ficaram os dois de castigo, mas no castigo fomentaram uma amizade duradoura e forte.

O Nocas tinha ganho um amigo!

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quarta-feira, janeiro 31, 2007

História do Nocas III

O Nocas na nova escola adorava a sexta feira, qualquer sexta feira era boa, era o dia de Ginástica e de Trabalhos Manuais.

Ele adorava a ginástica, desporto sempre o fascinou, adorava jogar à bola com os colegas de classe, adorava os jogos que se faziam, a barra do lenço, a apanhada, o mata, inúmeros jogos que se faziam, até mesmo a dança ele não desgostava.

Depois da hora de almoço, ele tinha aula de Inglês, não era obrigatório, mas ele gostava, aprender uma nova língua era giro e divertido o método de ensino.

Mandam os meninos para as aulas e vem os Trabalhos Manuais, o que o Nocas delirava com a aula, faziam recortes, faziam desenhos, colagens, "n" coisas. O Nocas adorava fazer desenhos com o mar, fazia a linha do horizonte um barquinho rústico sobre a mesma(a perspectiva era um pouco surreal), as gaivotas, o sol, algumas nuvens, uns peixes no mar e pouco mais, mas ele gostava muito do mar.

Nos Verões, a escola organizava idas à praia, o Nocas estava lá, não gostava muito da praia do magoito porque raramente conseguía ir à àgua, era muito batido o mar e também tinha muitas rochas, mas gostava da brincadeiras na areia, dos castelos, dos túneis, do buracos, dos golos que se marcavam naquela areia rija e grossa.

O cansaço era mais que muito, mas o regresso à escola também era uma emoção, jogos de cartas, jogava-se a uma espécie de macaquinho do chinês, só que sem se muito espaço, a carrinha não era muito grande mas o Nocas e os amigos tinham imaginação que bastava.

Almoço e depois a sesta que era mais que merecida, o descanso dos justos pelas brincadeiras de praia, a tarde revelava muitas mais brincadeiras e respectivas peripécias.

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terça-feira, janeiro 30, 2007

História do Nocas II

A nova escola era grande, tinha os baloiços que ele tanto gostava, tinha uma bota gigante que também servia de escorrega, tinha ainda duas lagartixas gigantes com serviam para brincar com os carrinhos e com o "guelas", a escola contava ainda com um grande espaço para brincar, um com terra onde se faziam castelos e jogava às covinhas com os guelas e também um campo de futebol inventado, onde com uma bola de ténis se faziam grandes clássicos de bola.

Nos dias de chuva ficavam pelas salas de convivio, onde apesar de tudo também jogavam à bola e ao guelas por debaixo de uma mesa. Num desses dias de chuva, jogava-se um clássico de indoor, os do Benfica contra os do Sporting, como o Nocas tinha um grande amigo do Benfica logo se filiou ao Benfica, nesse dia o Nocas jogou como nunca, até que numa das suas fintas que deixavam toda a gente boquiaberta ele partiu um vidro com um pontapé à moda de Isaías.

O Nocas era um miúdo introvertido, mas como contraste ele dava-se muito bem com uma menina da sua classe, era a Ariana, ela tinha uns olhos verdes e um cabelo louro lindo, ele sempre gostou muito dela. Um dia juntaram-se alguns da classe e foram para a bota gigante onde brincaram aos Pais e Mães, nesse dia deram o primeiro beijo, muito atrapalhado é certo, mas foi das coisas que ele nunca esqueceu. Ele deu na Ariana, e como era normal que acontece-se deu em mais algumas meninas da sua classe.

A sua vida de apaixonado tinha começado, ele começou ai a sua busca da tal...

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segunda-feira, janeiro 29, 2007

História do Nocas I

O Nocas é um miúdo que nasceu há uns aninhos, tem vivido junto dos seus pais e como qualquer criança normal, teve uma infância feliz, com paz, harmonia e amor.

Ele cresceu durante os dois primeiros anos numa zona de Lisboa, ali perto do Castelo de São Jorge, frequentou uma escola, que até hoje sente saudades das brincadeiras e amiguinhos. Cresceu acompanhado pela família que o admirava muito pela sua boa posição do rapaz da família!

Pai e Mãe cuidaram dele como um menino de bem, vestiu roupa de marca, brincou como todos os meninos brincam, baloiços era a brincadeira preferida dele nos jardins. Passeios no Castelo eram tão frequentes que acabou por se apaixonar por aquele lugar de fantasia.

O nocas mudou de casa, a nova casa era uma emoção, era grande, gira e o seu quarto estava cheio de brinquedos (qu,e como qualquer criança "normal", os brinquedos são essenciais). O seu quarto o seu trono.

Tratou logo de fazer novos amigos, mal saiu de casa, perdeu-se, não sabia onde estava, só o braço do pai o ajudou, a mãe por sua vez diz-lhe - "Nocas, chama o elevador" - o que hoje em dia seria carregar no botão, naquele dia foi - "Elevadou, elevadou" - momento que ainda hoje faz sorrir qualquer pessoa que ouve a história.

O Nocas estava a crescer e aproximava-se a nova escola, novos amigos.

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