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Um Pouco do Bola9

Cenas Minhas

quinta-feira, setembro 30, 2010

Tua espera

À tua espera
do topo do escombro
do cimo da paixão
fico sem jeito
mas fico sem fim
indeterminado em vida
mas focado em ti
por real lembrança
por merecida atenção
faço em mim
pouco por tanto
por sentir-te enfim.
A minha espera
tem a sua,
a tua razão
consciência certa
ridiculamente contida
no desanuvio permanente
de duas mentes fixadas
em tão imerecidos
objectos de paixão.
Faço por ti
tanto por pouco
o que farias por mim.
o que falta
para amar-mos enfim?
O que fizeste
por merecer
me perguntas
Tudo ou muito
visto por mim
Pouco ou nada
visto por ti
mas do nada teu
retiro muito mais
que o todo meu.
Porque
eu julgo que te imagino
no teu mais fiel expoente.
e por isso fico eu
à tua espera sem fim.

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terça-feira, março 24, 2009

Tipo Espectacukar!

Foda-se Caralho.

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segunda-feira, março 16, 2009

Naquele Tempo


No tempo em que as plantas cresciam como crianças
e todos beijavam as mães como seres sagrados.
Houve uma explosão,
a felicidade brotou das rosas e os espinhos morreram.

cada verso teu,
diz que o amor não acaba.
Somos à flor da pele,
sentimos densos.

Acabaram as palavras,
Porque o que conta é dizer:
segue e persegue o que nunca pode ser ouvido,
porque a tua voz já disse tudo!

12-03-2009, Fernando Guilherme Azevedo

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domingo, novembro 02, 2008

Prova-me

De onde vens?
Para onde queres ir?
Quero conhecer-te!
Perceber o que pensas só com um olhar.
Perder-me num azul infinito rumo ao teu coração..

Tenho medo de sentir mais que o que sinto.
Quero ter esse medo, pois ele vai concerteza manter-me alerta sobre ti.
Quero que me cures desse medo, sem que te apercebas.
Sinto que és mulher para tal,
Prova-me que o conseguimos juntos.

Diogo Pinto at 02-11-2008

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quinta-feira, janeiro 03, 2008

Os cães ladram, a caravana passa!

Primeiro que tudo, Bom Ano, espero que a transição de 2007 para 2008 tenha sido tão hardcore como a minha. Ericeira Rulou :D

Acho que este ano vai ter mais umas mudanças, umas realmente importantes, daquelas que já deviam ter sido tomadas à muito e que se andam a adiar. Felicidade e paz é o que desejo a todos, mesmo àqueles que o tentam atingir através dos outros. Bem haja e "the future is bright, the past is past, enjoy present".

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quinta-feira, dezembro 27, 2007

Ele diz, eu assino!

"Esta coisa de gostar de alguém não é para todos e, por vezes – em mais casos do que se possa imaginar – existem pessoas que pura e simplesmente não conseguem gostar de ninguém. Esperem lá, não é que não queiram – querem! – mas quando gostam – e podem gostar muito – há sempre qualquer coisa que os impede. Ou porque a estrada está cortada para obras de pavimentação. Ou porque sofremos de diabetes e não podemos abusar dos açucares. Ou porque sim e não falamos mais nisto. Há muita gente que não pode comer crustáceos, verdade? E porquê? Não faço ideia, mas o médico diz que não podemos porque nascemos assim e nós, resignados, ao aproximar-se o empregado de mesa com meio quilo de gambas que faz favor, vamos dizendo: “Nem pensar, leve isso daqui que me irrita a pele”.

Ora, por vezes, o simples facto de gostarmos de alguém pode provocar-nos uma alergia semelhante. E nós, sabendo-o, mandamos para trás quando estávamos mortinhos por ir em frente. Não vamos.. E muitas das vezes, sabendo deste nosso problema, escolhemos para nós aquilo que sabemos que, invariavelmente, iremos recusar. Daí existirem aquelas pessoas que insistem em afirmar que só se apaixonam pelas pessoas erradas. Mentira. Pensar dessa forma é que é errado, porque o certo é perceber que se nós escolhemos aquela pessoa foi porque já sabíamos que não íamos a lado nenhum e que – aqui entre nós – é até um alívio não dar em nada porque ia ser uma chatice e estava-se mesmo a ver que ia dar nisto. E deu. Do mesmo modo que no final de 10 anos de relacionamento, ou cinco, ou três, há o hábito generalizado de dizermos que aquela pessoa com quem nós nos casámos já não é a mesma pessoa, quando por mais que nos custe, é igualzinha. O que mudou – e o professor Júlio Machado Vaz que se cuide – foram as expectativas que nós criamos em relação a ela. Impressionados?

Pois bem, se me permitem, vou arregaçar as mangas. O que é díficil – dizem – é saber quando gostam de nós. E, quando afirmam isto, bebo logo dois dry martinis para a tosse. Saber quando gostam de nós? Mas com mil raios, isso é o mais fácil porque quando se gosta de alguém não há desculpas nem “ ai que amanhã não dá porque tenho muito trabalho”, nem “ ai que hoje era bom mas tenho outra coisa combinada” nem “ ai que não vi a tua chamada não atendida”.

Quando se gosta de alguém – mas a sério, que é disto que falamos – não há nada mais importante do que essa outra pessoa. E sendo assim, não há sms que não se receba porque possivelmente não vimos, porque se calhar estava a passar num sítio sem rede, porque a minha amiga não me deu o recado, porque não percebi que querias estar comigo, porque recebi as flores mas pensava não serem para mim, porque não estava em casa quando tocaste.

Quando se gosta de alguém temos sempre rede, nunca falha a bateria, nunca nada nos impede de nos vermos e nem de nos encontrarmos no meio de uma multidão de gente. Quando se gosta de alguém não respondemos a uma mensagem só no final do dia, não temos acidentes de carro, nem nunca os nossos pais se sentiram mal a ponto de nos impossibilitarem o nosso encontro. Quando se gosta de alguém, ouvimos sempre o telefone, a campainha da porta, lemos sempre a mensagem que nos deixaram no vidro embaciado do carro desse Inverno rigoroso. Quando se gosta de alguém – e estou a escrever para os que gostam - vamos para o local do acidente com a carta amigável, vamos ter com ela ao corredor do hospital ver como estão os pais, chamamos os bombeiros para abrirem a porta, mas nada, nada nos impede de estar juntos, porque nada nem ninguém é mais importante, do que nós."

by Capitão Alvim "aquele que é como um pai para mim"

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quarta-feira, outubro 17, 2007

Ajudar

Deixa-me ajudar
Deixa-me dar-te o que sentes falta
Deixa-me entrar
Deixa-me puxar-te para junto de mim
Deixa-me abraçar-te forte
Deixa-me ser o teu porto seguro
Deixa-me ser feliz
Deixa-me fazer-te feliz
Deixa sermos um
Amo-te, Deixa-nos existir.
Diogo Pinto 17-10-2007
Dedicado a C.A.R.

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quinta-feira, abril 26, 2007

Frase do Dia 2

"Who you choose to be arround with, let's you know who you are.."

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sábado, fevereiro 10, 2007

Procura-se um Amigo

Não precisa ser homem, basta ser humano, basta ter sentimentos, basta ter coração. Precisa saber falar e calar, sobretudo saber ouvir. Tem que gostar de poesia, de madrugada, de pássaro, de sol, da lua, do canto, dos ventos e das canções da brisa. Deve ter amor, um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor.. Deve amar o próximo e respeitar a dor que os passantes levam consigo. Deve guardar segredo sem se sacrificar.

Não é preciso que seja de primeira mão, nem é imprescindível que seja de segunda mão. Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados. Não é preciso que seja puro, nem que seja todo impuro, mas não deve ser vulgar. Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e, no caso de assim não ser, deve sentir o grande vácuo que isso deixa. Tem que ter ressonâncias humanas, seu principal objetivo deve ser o de amigo. Deve sentir pena das pessoa tristes e compreender o imenso vazio dos solitários. Deve gostar de crianças e lastimar as que não puderam nascer.

Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos, que se comova, quando chamado de amigo. Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grandes chuvas e das recordações de infância. Precisa-se de um amigo para não se enlouquecer, para contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade. Deve gostar de ruas desertas, de poças de água e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim.

Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo. Precisa-se de um amigo para se parar de chorar. Para não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas. Que nos bata nos ombros sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo, para ter-se a consciência de que ainda se vive.

Vinicius de Morais

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